|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
27 de fevereiro de 2011 Em sites de encontros, brancos são menos abertos a namorar negrosNegros são dez vezes mais propensos a relacionamentos interraciais Uma pesquisa da Universidade da Califórnia em redes sociais de encontros sugere que a eleição do primeiro presidente negro dos Estados Unidos não mudou a atitude racial dos americanos – pelo menos não no que diz respeito a relacionamentos. Do mais de um milhão de perfis analisados, negros se mostraram consideravelmente mais abertos a relacionamentos com brancos do que vice-versa. Na rede social investigada entre 2009 e 2010, 80% dos contatos estabelecidos por brancos eram com outros brancos, enquanto negros respondiam apenas por 3% de seu interesse inicial. Quando eram interpelados por negros, os brancos também eram mais negativos nas respostas, replicando a apenas 5% das mensagens. Mesmo que os negros estabelecessem contato em sua maioria com pessoas da mesma raça, eles eram 10 vezes mais propensos a manifestar interesse por brancos que vice-versa. Homens jovens e negros eram os mais abertos do grupo a relacionamentos interraciais. A pesquisa ganha maior representabilidade quando se considera que, hoje, um em cada cinco americanos já buscou um parceiro em sites de namoro. Os pesquisadores envolvidos neste estudo também estimam que o número de casais atuais que se conheceram dessa maneira seja muito próximo ao de casais que se conheceram por intermédio de amigos ou familiares. As conclusões do estudo não contrariam as estatísticas do romance nacional. O censo americano sobre casamentos apontou recentemente que negros são muito mais propensos a relacionamentos interraciais do que brancos. Mais: casais em que o marido é negro e a mulher é branca são muito mais comuns. “Uma teoria é a de que os negros estão agindo como a maioria das minorias durante a história. Eles estão tentando subir na escala social e uma maneira de se fazer isso é se casar com o grupo dominante”, diz Gerald Mendelsohn, líder do estudo. Quanto à era pós-racial que algum especialistas previam para o pós-Obama, o estudo não é otimista. "É claro que ainda não estamos na era pós-racial, e as evidências do nosso estudo sobre namoro online sugerem que ainda precisaremos de um pouco de paciência até sua chegada", concluem os pesquisadores. Fonte: veja.abril.com.br
|
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||