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26 de agosto de 2009 Amor-cabeça: paixão pelo estudo une casalIntelectual também gosta de namorar pela internet… “descobri” isso outro dia, ao acaso, conversando com uma amiga de anos atrás, a quem não via há muito tempo. Ela, que é mestre e doutora, “achou” seu amor “perdido” na rede… Me contou, toda sem graça, que fazia tempo que não se interessava por ninguém. Alegou que não tinha tempo para freqüentar festas e bares, pois estuda muito e gasta muitas horas preparando aulas. Então, como conhecer pessoas? É verdade, mas, cá pra nós, além disso, acho que no fundo não considerava que pudesse haver alguém à sua altura. Cheguei a pensar isso também, pois minha amiga é intelectual pra valer, professora doutora numa das melhores universidades do Brasil. Também já deu aulas na França e em Portugal. Sua especialidade é literatura brasileira. Além disso, fala cinco idiomas com fluência e já ministrou palestras por várias cidades do mundo. Enfim, tem muita experiência profissional. Mas no amor andava por baixo… Até que um dia, cansada de estar sozinha, resolveu dar um giro pela internet… e saiu à procura de alguém. Demorou, rodou muito, desanimou. “Só encontro idiota! Não vou mais perder meu tempo com isso”, chegou à conclusão nesta primeira etapa de busca, me disse, já achando que tinha gasto muitas horas nessa procura insana. Ficou meses, talvez até anos, sem se arriscar novamente. Um dia, por influência de uma aluna, voltou à luta… só que desta vez com uma meta mais realista: não vagar tanto, não zanzar tanto… foi direto ao be2. Demorou também um pouco de tempo para se ajeitar… afinal, não há milagre nas histórias de amor que contamos aqui neste blog. Apenas coincidências, sincronicidades, empenho, caminho certeiro… todo mundo sabe que os milagres são poucos, se é que existem… Foi assim com essa moça também. Precisou buscar muito, descartar vários, até chegar a um par que considera quase ideal – sim, porque o ideal não existe mesmo, certo? Ela encontrou um físico pesquisador que, como ela adora estudar, ler, se aprofundar no assunto em que se especializou. É a própria quem me conta, com imensa alegria, a descoberta da paixão. Seus olhos brilham, os cabelos ganharam mais vida, a pele, mais viço.Não deixou de estudar, imagina. O estudo é a ligação que ambos têm mais forte, foi por meio dele que se conheceram, se uniram. Moram ambos em São Paulo, ela na zona oeste, ele no centro da cidade. Mas estão sempre juntos, namorando, ou lendo, estudando. O próximo passo, além de juntar os trapos, como se diz por aí, será juntar os livros. O preconceito foi vencido pela persistência e o amor é lindo e sempre vale a pena! Ou você ainda tem dúvida sobre isso? Fonte: be2.com.br
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